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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Poospizinae
 Wolters, 1980
Espécie: T. sordida

Nome Científico

Thlypopsis sordida
(d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)

Nome em Inglês

Orange-headed Tanager


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Saí-canário

O saí-canário (Thlypopsis sordida) é um passeriforme da família Thraupidae.

Das seis espécies do gênero, esta é a única que habita as terras baixas ao leste dos Andes. É encontrada sozinha, em par ou em pequenos grupos de 3 ou 4 indivíduos. Na Amazônia é encontrada próxima à água, mas no sul freqüenta o topo das árvores, movimentando-se incessantemente. Também é chamado de canário-sapé.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) thlupis = pequeno pássaro desconhecido, talvez um tentilhão ou um rouxinol; e opsis = com aparência de; e do (latim) sordidatus = maltrapilho, mal vestido, com roupas sujas. ⇒ Pequeno pássaro mal vestido ou pequeno pássaro com roupas sujas.

Características

Mede cerca de 13,5 centímetros. As características que tornam fácil a identificação desta ave são a cabeça amarelo-alaranjada e o corpo cinza-esverdeado. Estes tons variam conforme a subespécie, tornando-se mais ou menos amarelados ou acinzentados conforme a região. A fêmea difere do macho por não apresentar o colorido ferrugíneo da cabeça e, sim, verde, como a fêmea da saíra-ferrugem (Hemithraupis ruficapilla).

Seu canto não chama muita atenção, lembrando vagamente o do canário-da-terra-verdadeiro ( Sicalis flaveola), porém menos intenso.

Subespécies

Possui três subespécies:

Alimentação

Alimenta-se de frutos, sementes e insetos capturados na folhagem.

Reprodução

No período reprodutivo (julho a novembro), canta de maneira semelhante ao canário-da-terra-verdadeiro, origem do nome comum.

O ninho é construido a pelo menos 5 metros do solo, feito de fibras vegetais como a paina, teias de aranha e gravetos finos. A fêmea é responsável pela maior parte da construção, mas o macho colabora carregando o material necessário para a confecção do ninho. Nele são postos 2 ou 3 ovos, azul-esbranquiçados com manchas pardas, que são incubados pela fêmea. Quando nascem os filhotes, estes são alimentados pelo casal.

Hábitos

Vive solitário, em pares no período reprodutivo. Em agosto e setembro formam-se grupamentos de até 8 aves, podendo tratar-se de migrantes em passagem pelo Pantanal e dirigindo-se para o sul. Entretanto, pouco é conhecido de sua biologia, não se sabendo a razão desse gregarismo ocasional. Vive em formações florestais secundárias e até mesmo em cidades bem arborizadas. Ocupa os estratos mais altos e médios da floresta, raramente indo ao chão. Locomeve-se de forma típica, subindo pela ramaria em zigue-zague e em seguida praticamente soltando o corpo e caindo em direção ao tronco da próxima árvore.

Distribuição Geográfica

Possui ampla distribuição na América do Sul, desde a Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Argentina e em todo o Brasil, ao sul até o Paraná (Ridgely e Tudor, 1989; Sick, 1997).

Referências

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